Chikao Nishimura vê condições para retomada do crescimento em 2017 -(fonte Diario de Marília)

MARCELO MORIYAMA

Para o diretor titular do Ciesp de Marília, Chikao Nishimura, a crise econômica ainda continua afetando a indústria da região, que reduziu produção e está demitindo para se adequar à nova realidade econômica do país. Porém, é possível apontar fatores que indicam melhora no cenário. “A queda está cessando e há sinais de uma retomada, que na verdade só ocorrerá de fato em 2017.”

Segundo ele, a indústria parou em 2014, caiu 3.8% em 2015, estimativas calculam uma queda de 3.3% ainda em 2016 e, uma reversão de 1% positivo a partir de 2017. “Estes números são baseados no PIB, Produto Interno Bruto brasileiro, e servem de parâmetro para a situação das indústrias em todo o País’, afirmou, em entrevista ao Diário.

Para Nishimura, a forte indústria alimentícia, o parque fabril bem organizado, a exportação e a própria necessidade de se refazer os estoques já quase vazios obriga a indústria a se mexer, por isso em nossa região estamos sentindo a retomada mais cedo.

“Mas para se reverter de fato é preciso consolidar as mudanças políticas, o afastamento de vez da presidenta Dilma, bem como as medidas para se retomar agora a confiança do setor empresarial, bem como se reduzir o medo do trabalhador e do consumidor de que não se perderá o emprego e a renda. Creio que se tomadas as medidas de contenção política e econômicas até o final do ano em 2017 poderemos iniciar uma comemoração de fato, pois se agora estamos invertendo a curva de queda, ainda é só um marco, pois para poder voltar a crescer, de fato, ainda precisa de condições mais favoráveis, tanto políticas como econômicas”, concluiu o industrial.

EMPREGO

Depois de fechar 7,5 mil postos de trabalho em maio, a indústria paulista, formada por 42 regiões, cortou outras 16,5 mil vagas em junho, segundo o indicador da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma retração de 0,73% no nível de emprego do setor no Estado em relação ao mês imediatamente anterior – menos 0,49%, se descontados os efeitos sazonais. Somente quatro regiões do Estado não apresentaram saldo negativo e Marília foi a segunda melhor em desempenho.

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Marília (região composta por 28 municípios), apresentou desempenho positivo no primeiro semestre, em função dos setores de produção de borracha, plástico e alimentos, com abertura de 200 vagas. Só no mês de junho foram 100 novas vagas abertas.

As cinco regiões que apresentaram índices positivos ou estáveis de emprego são Rio Preto (0,95%), seguido de Marília (0,24%), Jacareí, São Caetano do Sul e São Carlos.

Em todo o Estado, a queda de 0,73% é menor que a de 1,20% registrada no mesmo período do ano passado, o maior recuo para o período desde o início da pesquisa, em 2005. No primeiro semestre, o setor acumula 57,5 mil demissões, ante 62,5 mil no mesmo período do ano passado, número que também foi o pior da série. A Fiesp estima a eliminação de 165.000 vagas de trabalho na indústria paulista este ano, ante perda de 235.500 vagas em 2015.

Dos 22 segmentos pesquisados, 20 apuraram saldo negativo, com destaque para o de máquinas e equipamentos (­3.112), vestuário e acessórios (­3.092) e couro e calçados (­2.348). O ramo de informática abriu 1.256 postos e o de produtos farmacêuticos abriu apenas 19 vagas.

fonte:http://www.diariodemarilia.com.br/noticia/147220/chikao-nishimura-ve-condicoes-para-retomada-do-crescimento-em-2017